Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam,
noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade
acaba, o desejo diminui. Mas o amor não. Pera aí, eu to errado. Acaba sim! E
sabe como eu sei disso? Simplesmente é pelo fato de você ter dito que me amava
ontem e hoje quando eu passo do seu lado você nem olha mais pra mim.
Por causa das suas brincadeiras com o meu coração ele
nunca mais voltou a ser o mesmo, quando amamos alguém e nos machucamos o
coração salta do nosso peito e quando volta já não é mais o mesmo, vem sempre
machucado, com algum defeito que não tinha antes. Depois do que a gente viveu
eu resolvi restringi o sentimento amor de mim, não quero mais amar alguém por
completo, como eu te amei, tenho medo de me entregar a alguém e essa pessoa for
como você e eu reviver o pesadelo que eu sofri contigo, queria alguém que
quando perguntasse se eu estou bem realmente se importasse com a resposta.
Tenho medo de amar novamente. Tenho medo de viver o novo, por que o novo
pode ser que não seja tão novo, na verdade é um livro de nova edição, porém com
a mesma história.
Assim funciona o ciclo vicioso do amor, edições novas de
uma mesma história, onde todo mundo se preocupa com o começo e o fim dele e
ninguém liga para o meio, que é a fase mais importante, onde realmente vemos se
o romance tem futuro, onde acontece o dia-dia, a convivência, as brigas e se
teremos forças ou não para seguir a diante. Onde o ‘eu te amo’ já não é tão fácil
de falar.
No começo de tudo dizer
que ama é fácil, você diz que ama a chuva, mas sempre quando a chuva cai você
abre o guarda chuva, você diz que ama o sol, mas sempre procura uma sombra
quando ele resolve brilhar, por isso eu tenho medo. Você diz que me ama.
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